ARQUIBANCADA - UOL Blog
ARQUIBANCADA


Os piores tombos com a 
tocha olímpica

http://br.blastingnews.com/brasil/2016/07/video-confira-os-piores-tombos-com-a-tocha-olimpica-001028303.html



Escrito por Diogo Marcondes às 21h46
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Prelúdio de uma
confusão anunciada 

Diogo Marcondes

Era bem prevísivel que o primeiro clássico disputado na Arena Corinthians, em Itaquera, bairro da zona leste paulistana, fosse tenso fora de campo. Mas Corinthians x Palmeiras parece ter superado a previsão e se tornou um jogo mais perigoso do que os clássicos normalmente são.

A confusão começou na sexta-feira [25]. Pela manhã, em reunião no 2º Batalhão de Choque, Polícia Militar e torcidas organizadas dos dois clubes acertaram que os palmeirenses membros das facções iriam ao estádio do rival em ônibus fretados.

À tarde, o cenário mudou. A página da Mancha Verde no Facebook publicou que a torcida não havia conseguido fretar os ônibus de que precisava - mais de 30 veículos - e sinalizava a sua posição no final do texto: "dessa forma iremos de metrô".

"Queremos deixar bem claro, que o único motivo de não irmos de ônibus...É de não conseguirmos alugar a quantidade necessária para atender a todos" [SIC], defendeu-se a torcida em sua página. Há dois motivos para a Mancha não querer ir de ônibus: o valor que seria gasto com o aluguel dos veículos e a vontade de provocar tumulto a caminho do estádio.

Em meio a toda a discussão sobre como os palmeirenses iriam para o jogo, dois fatos chamaram a atenção. Primeiro a polícia orientou palmeirenses a não usarem camisa no Metrô e trem. Depois, o diretor da Mancha Verde, Jânio Carvalho Santos respondeu que "é uma falência do Estado a gente ter que tirar a camisa para usar o transporte público. Vamos uniformizados"

Para entender a declaração de Jânio, tente imaginar uma pessoa que ama açucar criticar quem come muito chocolate. É, no mínimo, incoerente. Já que a torcida dele - e todas as outras -, em parte, colabora com essa violência causada pela "falência do Estado". 

A definição

Os palmeirenses irão à Arena Corinthians de trem. O embarque será na estação Palmeiras-Barra Funda da CPTM [ linha 7 - Rubi] às 11h30. Na Luz será feita baldeação e de lá pegarão os trens da linha 11 - Coral até a estação Dom Bosco. Os 4km que separam a estação do estádio serão concluídos à pé. 

Todo o trajeto terá acompanhamento policial.

Confusões

Como dito acima. São os dois motivos que fizeram a Mancha Verde desistir de fretar ônibus: o valor que seria gasto com o aluguel dos veículos e a vontade de provocar tumulto a caminho do estádio. Os últimos confrontos entre Corinthians x Palmeiras foram tensos, inclusive com morte pelo lado palmeirense. Há uma certa vontade pelo lado verde de "acertar as contas".

E há, pelo lado alvinegro, a vontade de zelar pelo seu estádio, de demarcar seu território, de mostrar quem manda... Os corintianos da Gaviões da Fiel se reunião na estação Luz [a mesma por onde os palmeirenses passarão] para irem ao estádio.

Detesto pessimismo. Detesto sensacionalismo. Mas temo que amanhã à noite tenhamos mais mortos e feridos do que gols.    



Escrito por Diogo Marcondes às 03h56
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Dunga! 

Diogo Marcondes


Novo Dunga assume a seleção brasileira quatro anos depois de ter sido demitido

No dia 9 de julho deste ano, o dia seguinte a eliminação para a Alemanha na Copa do Mundo, dificilmente alguém colocaria o nome de Dunga entre os cotados para assumir a seleção brasileira. Mas na manhã desta terça-feira, a notícia que já vinha sendo veiculada desde sábado se confirmou: Dunga foi anunciado como o novo técnico da seleção em coletiva de imprensa realizada pela Confederação Brasileira de Futebol, no Rio de Janeiro. 

Esta será a segunda passagem do capitão do tetra pelo comando da seleção e novamente ele chega com a missão de arrumar a casa. Dunga não é mais novato, mas também não é dos treinadores mais experientes. Não deixa de ser, novamente, uma aposta. Como seria qualquer treinador que assumisse a seleção neste momento.

Quem crítica a chegada dele - independente de ter razão ou não - precisa entender que o cargo de técnico da seleção brasileira não é o que define se o futebol brasileiro está a caminho de mudanças ou não. A seleção é apenas a ponta do iceberg. O nosso problema está no todo e não em partes. Começa pelo comando da CBF e das federações locais, passa pelo comando dos clubes e, aí sim, chega à beira do gramado, com técnicos, em sua maioria, ultrapassados.

Não sou contra a vinda de Dunga e espero que coisas boas aconteçam. Pela entrevista, nota-se que o treinador pretende agir de forma diferente de como agiu da primeira vez que dirigiu a seleção. Especialmente na relação com a imprensa. Isto é um bom começo. Mas mudanças importantes precisam vir dentro de campo. Estar aberto a novos nomes é uma delas.  

A primeira passagem

Dunga assumiu o Brasil pela primeira vez em 2006, após a Copa da Alemanha. A missão do treinador novato era colocar ordem na casa bagunçada pela eliminação diante da França nas quartas de final e, principalmente, pelo auê que foi a preparação para aquele Mundial - se é que podemos chamar de preparação o que aconteceu em Weggis, na Suíça. Ex-capitão da seleção, Dunga era uma aposta de Ricardo Teixeira, que era cobrado para que houvesse mudanças no futebol nacional à época. Qualquer semelhança...

A primeira passagem do técnico não foi tão tranquila quanto sugerem, mas ele apresentou resultados: o Brasil chegou à África do Sul para disputar a Copa do Mundo como o primeiro colocado nas eliminatórias sul-americanas e com os títulos da Copa América [2007] e da Copa das Confederações [2009] na bagagem e foi eliminado nas quartas de final, em uma partida na qual terminou o primeiro tempo vencendo a Holanda por 1 a 0 e tomou a virada para 2 a 1 em falhas individuais. 

Pontos positivos x pontos negativos

Além dos títulos, a primeira passagem de Dunga à frente do Brasil teve como ponto positivo a reaproximação de muitos torcedores que estavam distantes da seleção. Outro ponto a ressaltar foi a preocupação com o comprometimento dos jogadores convocados. Kaká e Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, pediram dispensa da Copa América em 2007 alegando cansaço. Para retornarem à seleção tiveram que ralar e mostrar que realmente queriam.

Kaká, mostrando comprometimento, foi à Copa. Ronaldinho, depois do papelão em campo e no pódio nas Olimpíadas de Londres [2012] - além de não jogar bem, o meia atendeu o celular na cerimônia de premiação -, não integrou o grupo que foi à Africa do Sul.

Dentro deste ponto positivo, de cobrar comprometimento dos jogadores, Dunga fechou o grupo. Isso impediu a presença, por exemplo, de Neymar e Paulo Henrique Ganso na Copa de 2010. À época, eu comentei neste mesmo espaço: "Mas, cá entre nós, aos que pedem Neymar e Paulo Henrique Ganso na seleção: você negaria o filé a quem roeu o osso com você? De longe, é fácil criticar Dunga e pedir fulano ou beltrano na seleção. Mas se colocando na pele do técnico, a situação não é das mais fáceis."

Se me dessem o direito de convocar os 23 que iriam para a Copa de 2010, eu teria levado os dois. Se eu estivesse na pele do técnico, por todo o histórico de convocações que fez, não. Por isso não critiquei Dunga por ter deixado os jogadores que atuavam no Santos de fora - hoje vejo que ele errou e eu também. Os dois fizeram falta quando o treinador olhou para o banco de reservas e pensou em alguém que poderia mudar o jogo contra a Holanda. 

A seleção brasileira tem que estar aberta a novos nomes antes de uma Copa do Mundo. Não pode existir grupo totalmente fechado. Claro que o treinador deve ter seus jogadores de confiança, mas não os 23. É importante deixar parte das vagas para quem está se destacando no momento, como poderia ter sido com Neymar e Ganso em 2010, como foi com Ronaldo em 1994.  

Renovação

A seleção que disputou a Copa de 2014 tinha apenas cinco jogadores que atuaram no Mundial de 2010. A renovação de 2010 para 2014 foi a maior desde 1950. Isso mostra que algumas apostas de Dunga não eram a longo prazo e que - e isso serve não só para ele, mas qualquer treinador que passe pela seleção - é importante ter o grupo fechado, mas não por completo.



Escrito por Diogo Marcondes às 00h51
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Seleção da Copa 

Diogo Marcondes

Arquibancada escala os 11 titulares de sua seleção na Copa do Mundo de 2014. Cinco jogadores mais o treinador são da Alemanha. Holanda, Argentina, Colômbia, França e Costa Rica também estão representadas na seleção do Mundia, que joga no 4-3-3.

Navas [Goleiro - Costa Rica] - Foi o principal nome da surpreendente seleção costarriquenha durante a Copa do Mundo. O oitavo lugar alcançado pela seleção caribenha tem tudo a ver com a ótima fase vivida pelo agora goleiro do Real Madrid, da Espanha.

Lahm [Lateral-direito - Alemanha] - Joachim Löw, treinador da Alemanha, recebeu muitas críticas por escalar Lahm como volante nos primeiros jogos da Copa. Depois mudou de ideia, colocou o jogador em sua posição de origem e o camisa 2 alemão mostrou por que é o melhor do mundo na posição. Foi o jogador que mais deu passes durante o Mundial.

Boateng [Zagueiro - Alemanha] - O zagueiro pelo lado direito deu segurança ao sistema defensivo da Alemanha. Em sete partidas na Copa do Mundo, recuperou 51 bolas - o terceiro melhor neste quesito na competição. 

Hummels [Zagueiro - Alemanha] - Formou uma dupla de respeito ao lado de Boateng em seis das sete partidas que a Alemanha disputou. Além de defender com qualidade, chegou bem ao ataque. Marcou dois gols, um deles o que garantiu a vitória sobre a França por 1 a 0 nas quartas de final. 

Blind [Lateral-esquerdo - Holanda] - Se destacou na lateral-esquerda da Holanda na Copa do Mundo. Foi autor de um gol - na disputa de terceiro lugar contra o Brasil - e deu duas assistências para gols de seus companheiros. 

Mascherano [Volante - Argentina] - Se Lionel Messi resolveu na frente com gols e passes importantes, o volante resolveu lá atrás. Foram 22 desarmes, o que lhe dá a segunda posição neste fundamento entre os jogadores que disputaram a Copa do Mundo. Maradona tinha razão quando disse que a seleção argentina é Mascherano e mais 10.  

Schweinsteiger [Meia - Alemanha] - Um dos principais jogadores da seleção campeã, Bastian foi o quarto que mais completou passes no Mundial - 412 de 467 tentados. O indíce de acerto de 88% o deixa na liderança entre os dez jogadores que mais deram passes na Copa.   

James Rodríguez [Meia - Colômbia] - Artilheiro da Copa com seis gols, James deu o toque de classe de que a Colômbia precisava no meio-campo. Marcou dois golaços: contra o Japão, na primeira fase, e contra o Uruguai, nas oitavas de final. 

Robben [Atacante - Holanda] - Atuou com bastante regularidade. O que, por exemplo, não aconteceu com seu companheiro Van Persie. Robben foi o principal nome da seleção holandesa. A velocidade do jogador impressiona - o espanhol Sérgio Ramos que o diga.

Müller [Atacante - Alemanha] - Vice-artilheiro da Copa [cinco gols], terceiro jogador que mais deu assistências [três] e campeão do mundo. Tudo isso aos 24 anos. Não tem como deixar o atacante, por vezes centroavante, de fora da seleção do Mundial. 

Benzema [Atacante - França] - Sem Ribery, Benzema assumiu a responsabilidade de ser o principal nome da seleção francesa. Participou de cinco dos oito gols marcados pela equipe - fez três e deu duas assistências. 

Joachim Löw [Treinador - Alemanha] - Duas atitudes do treinador que merecem ser elogiadas: diante da pressão de torcida e imprensa, corrigiu o erro de escalar Lahm no meio e realocou o jogador para a sua posição de origem, a lateral-direita. Na final contra a Argentina perdeu Khedira, por lesão, antes da partida e viu o substituto, Kramer, sair de jogo aos 31 minutos. No lugar do meia, colocou em campo o atacante Schürlle. 



Escrito por Diogo Marcondes às 00h13
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Jogo dos SETE erros! 

Diogo Marcondes

O Arquibancada lista sete coisas que mudam ou deixam de existir com o término da Copa do Mundo e a volta do Campeonato Brasileiro.


<<<< Craques >>>>

Olha que triste: Thomas Müller, Robben, Lionel Messi, Neymar e Cristiano Ronaldo são exemplos de craques que disputaram a Copa do Mundo e não atuam em times brasileiros. Aí você dirá que isso é óbvio. Sim, óbvio e triste. Aliás, dos 23 convocados por Felipão, apenas quatro jogam no Brasil: Jeferson [Botafogo], Victor, Jô [ambos do Atlético-MG] e Fred [Fluminense].

Como é no Brasileiro: ao todo, dez atletas que estiveram no Mundial atuam no futebol brasileiro. Além dos quatro citados acima, jogam por aqui Álvaro Pereira, lateral do São Paulo; Martín Silva, goleiro do Vasco; Lodeiro, meia do Corinthians; Mena, lateral do Santos; Aránguiz, volante do Inter; e Erazo, zagueiro do Flamengo.

Valdívia deixou o Palmeiras e foi para o Al Fujairah, dos Emirados Árabes.


<<<< Reclamações com a arbitragem >>>>

O jogador cai, o árbitro não marca nada, ele se levanta e segue no jogo. Na Copa do Mundo é mais ou menos assim. No futebol brasileiro, não. 

Como é no Brasileiro: por aqui, a catimba e a cera são armas usadas para vencer o adversário. Qualquer esbarrão é chorado como se fosse o fim do mundo.


<<<< Estádios lotados >>>>

A Copa do Mundo do Brasil teve a segunda melhor média de público da história da competição: 53.591 torcedores por partida - inferior apenas aos 68.991 espectadores em média na Copa dos Estados unidos.

Ao todo, foram 3.429.873 pessoas nos 12 estádios brasileiros durante o Mundial.

Como é no Brasileiro: a rodada do campeonato no pós-Copa era de 12.533 pagantes. 


<<<< Três jogos por dia >>>>

Contente-se em assistir às partidas mostradas pela TV aberta às quartas e domingos. Caso tenha TV por assinatura, as opções são maiores. Mas nada comparado aos três jogos por dia da primeira fase do Mundial.

Como é no Brasileiro: jogos às quartas e domingos mostrados pela TV aberta. Jogos às quintas e domingos mostrados nos canais fechados. Todos os jogos apenas no Pay-per-view.

 

<<<< Cambistas >>>>

A "Operação Jules Rimet", da Polícia Civil do RJ, prendeu Raymond Whelan, diretor da empresa Match, por acusação de participação em uma máfia de cambistas que vendia ingressos do Mundial. A Match presta serviço para a Fifa.

Como é no Brasileiro: o sistema de venda de ingressos pela internet utilizado por muitos clubes dificulta a vida dos cambistas. Mas eles continuam a existir. E agem livremente.

 

<<<< Fan fests >>>>

ponto alto da Copa do Mundo para o amante do futebol era ir aos estádios assistir as partidas in loco. Para quem não tinha ingresso, havia a opção das fan fests, eventos organizados pela Fifa nas 12 cidades sedes do Mundial, que contavam com telão, ação dos patrocinadores da competição e muitas festa.

 

<<<< Turistas >>>>

Segundo levantamento do Ministério do Turismo, 1 milhão de turistas de 203 nacionalidades diferentes vieram ao Brasil para acompanhar a Copa do Mundo. Nas ruas, nos ônibus, nos trens, nos Metrôs, em todos os lugares havia estrangeiros curtindo o país.



Escrito por Diogo Marcondes às 00h54
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É Tetra! 

Diogo Marcondes

Alemanha  1x0  Argentina

O atacante Mario Götze saiu do banco de reservas da Alemanha aos 42 minutos do segundo tempo para substituir o centroavante Klose e, assim como o maior artilheiro da história das Copas, escrever seu nome na história do futebol. O jogador, que recebeu como orientação do técnico Joachim Löw um "vai lá e mostre que é melhor do que o Messi", marcou o gol da vitória alemã, aos sete minutos do segundo tempo da prorrogação.

Götze nasceu no dia 3 de junho de 1992. Dois anos antes, em 1990, a Alemanha havia sido tricampeã mundial na Copa da Itália, vencendo a Argentina na final pelo mesmo placar do jogo deste domingo. Dois anos depois, na Eurocopa, os alemães perderam a final para a Dinamarca. Na Copa dos Estados Unidos, a seleção europeia terminou na quinta posição. Na Eurocopa seguinte, o título, com vitória por 2 a 1 sobre a República Tcheca na final.

No ano seguinte, Götze dava seus primeiros passos no futebol no modesto Ronsberg. Na Copa do Mundo de 1998, a seleção alemã terminou na sétima posição. Este foi o pior desempenho da Alemanha em Mundiais entre 1966 e 2014. As coisas já não iam tão bem. A Eurocopa do ano 2000 confirmou a má fase: em um grupo com Portugal, Romênia e Inglaterra, a equipe do treinador Erich Ribbeck terminou na lanterna, com apenas um ponto conquistado. Era o sinal vermelho de que as coisas não caminhavam bem.

Em 2001, Götze chegou ao clube que o revelou para o mundo do futebol, o Borussia Dortmund - onde ficou até 2013, antes de se transferir para o Bayern de Munique. Em 2002, o vice-campeonato mundial na Coreia do Sul e Japão - derrota para o Brasil por 2 a 0 - não iludiu os alemães, que partiram para mudanças no futebol do país como um todo. As mudanças começaram na formação dos atletas. Abandonou-se o estilo "Bierhoff" - centroavante de 1,91 metro de altura, muito bom no jogo aéreo e com pouca técnica. 

Na Eurocopa-2004, nova decepção: eliminação na primeira fase mais uma vez. Depois da competição, Jürgen Klinsmann assumiu o comando da Alemanha no lugar de Rudi Völler e as coisas começaram a acontecer. O ex-atacante era o sangue novo de que a seleção alemã precisava para se reerguer. Na Copa de 2006, jogada em casa, a eliminação nas semifinais para a Itália não foi tratada como o fim do mundo. 

Quatro anos depois, na África do Sul, a Espanha foi a algoz da seleção que já era comandada por Joachim Löw: 1 a 0 na semifinal. Mas todos que acompanham futebol sabiam que ali havia um time que daria alegrias futuras aos alemães. E deram. Dos pés de Mario Götze saiu o gol redentor do futebol alemão na tarde de 13 de julho de 2014. "Iniciamos esse projeto há uma década, e o que aconteceu hoje foi o resultado de muitos anos de trabalho, começando com o Jürgen Klinsmann", afirmou Löw.

Foram 24 anos desde o tricampeonato na Itália, período em que o futebol do país passou por metamorfoses. Foram uma década ou mais de mudanças. Por tudo o que passaram e o que quiseram mudar quando viram que as coisas não estavam bem, a Alemanha venceu merecidamente a Copa do Mundo.

Melhor jogador em campo eleito pela Fifa: Mario Götze [Atacante - Alemanha]



Escrito por Diogo Marcondes às 01h43
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Triste fim!

Brasil perde para a Holanda e fica na quarta colocação na Copa do Mundo

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TEXTO: Diogo Marcondes
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 0x3 

Depois do vexame diante da Alemanha nas semifinais, a seleção brasileira voltou a perder. No Mané Garrincha, no Distrito Federal, a equipe comandada por Felipão acabou derrota para a Holanda por 3 a 0 na disputa do terceiro lugar. Desde 1974, quando perdeu para a Holanda por 2 a 0 e para a Polônia, também na disputa do terceiro lugar, por 1 a 0, a seleção não perdia duas partidas seguidas em Copas do Mundo.

No jogo deste sábado, os holandeses saíram na frente logo no início. Aos três minutos, Van Persie, de pênalti, abriu o placar. Aos 17, Blind ampliou para a seleção de Van Gaal. No final da partida, aos Wijnaldum fez o terceiro.

Debaixo de vaias, a seleção brasileira deixou o gramado na quarta posição. Triste fim na Copa do Mundo que disputou em casa.

Melhor jogador em campo eleito pela Fifa: Robben [Atacante - Holanda]



Escrito por Diogo Marcondes às 01h41
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O desempate

13/07 - Trigésimo segundo dia de Mundial

16h

Alemanha  x  Argentina

Cidade: Rio de Janeiro [RJ]
Estádio: Maracanã
Capacidade: 74.738 para esta partida
Árbitro: Nicola Rizzoli [Itália]
Assistente: Renato Faverani e Andrea Stefani [Itália]

Pela terceira vez na história das Copas do Mundo, Alemanha e Argentina se enfrentam na final da competição. Em 1986, no México, deu a Argentina de Maradona: 3 a 2. Quatro anos depois, na Itália, deu a Alemanha de Mathäus: 1 a 0. Os alemães sonham com o tetracampeonato para igualar a Itália. A Argentina quer o tricampeonato mundial. 

Se em finais de Copas o retrospecto mostra empate, a história dos confrontos aponta vantagem para os argentinos: nove vitórias, seis derrotas e cinco empates. Mas nos últimos dois Mundiais, a seleção alemã levou a melhor sobre a seleção argentina nas quartas de final. Em 2006, venceu por 4 a 2 nos pênaltis depois de empate por 1 a 1. Em 2010, a vitória foi por 4 a 0 sobre a equipe comandada, à época, por Diego Maradona.   

 6 Vitórias [28 gols]

 9 Vitórias [28 gols]

5 Empates

- De olho -

Thomas Müller [Brasil] -  Com cinco gols, Müller é o vice-artilheiro da Copa do Mundo - atrás do colombiano James Rodríguez, que marcou seis. Caso Müller conquiste a artilharia de forma isolada será bem provável que a sua seleção venceu a Argentina. E aí seria uma noite perfeita: artilheiro e campeão do mundo.

Lionel Messi [Argentina] - O caso de Messi é parecido com o de Müller. Ele tem quatro gols no Mundial - todos eles fundamentais para a Argentina - e, caso torne-se o artilheiro isolado da competição, será bem provável que sua seleção tenha sido a campeã do mundo. Então Messi seria artilheiro, campeão do mundo e ainda acabaria com aqueles que dizem que ele só joga no Barcelona e não na seleção.

- Na TV -
Globo, Band, Foxsports, ESPN Brasil, Sportv e Bandsports



Escrito por Diogo Marcondes às 15h52
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Argentina de Mascherano
e Romero vai à final

Por Diogo Marcondes

Holanda  0[2]x[4]0  Argentina

Depois de 24 anos, a Argentina está de volta a uma final de Copa do Mundo após vencer a Holanda, nos pênaltis, por 4 a 2, depois de um empate sem gols no tempo normal e na prorrogação na Arena de São Paulo. O script é parecido com o da Copa de 1990: vitória nos pênaltis na semifinal e a Alemanha como adversário na grande decisão.

Os argentinos só querem que o Mundial-2014 não tenha o mesmo desfecho que o de 24 anos atrás, quando a Alemanha venceu por 1 a 0 e sagrou-se tricampeã. Aos comandados por Alejando Sabella, é melhor que aconteça o mesmo que em 1986: Argentina 3x2 Alemanha. A partida mais repetidas em finais de Copa do Mundo [três vezes] está marcada para domingo [13], às 16h, no Maracanã, no Rio de Janeiro. 

A partida que levou os argentinos à decisão teve dois nomes: Mascherano, no tempo normal, e Romero, nos pênaltis. O volante, que atua como zagueiro no Barcelona, é um dos principais nomes da Argentina na Copa do Mundo. Maradona já disse, inclusive, que a seleção de seu país é Mascherano e mais 10. Romero, contestado, defendeu dois pênaltis.

Durante os 120 minutos de tempo normal e prorrogação, o jogo foi arrastado, sem muita criatividade e com poucas chances de gol. Em uma das melhores pelo lado holandês, Robben teve chute interceptado por Mascherano. Pelo lado argentino, Palácio, frente à frente com Cillessen, "recuou" a bola com a cabeça.

Como havia feito as três substituições, Van Gaal não colocou Krul no lugar de Cillessen para a disputa por pênaltis, que começou com o holandês Vlaar vendo seu chute ser defendido por Romero. Lionel Messi converteu. Robben também fez. Garay fez o segundo da Argentina. Sneijder cobrou e Romero foi buscar no canto direito. Aguero converteu. Kuyt fez o segundo da Holanda. Maxi Rodríguez converteu o quarto da Argentina e garantiu os bicampeões mundiais em mais uma final.

A Holanda disputa o terceiro lugar com o Brasil no sábado [12], no Mané Garrincha, no Distrito Federal.

Os pênaltis:

Vlaar - Perdeu [Defendido]
Messi - Gol
Robben - Gol
Garay - Gol
Sneijder - Perdeu [Defendido]
Aguero - Gol
Kuyt - Gol
Maxi Rodríguez - Gol

Melhor jogador em campo eleito pela Fifa: Romero [Goleiro - Argentina]



Escrito por Diogo Marcondes às 00h50
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Por um futuro melhor

O Brasil precisa voltar a ser Brasil dentro de campo e para isso terá que ser o que nunca foi fora dele: organizado e sério

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TEXTO: Diogo Marcondes
FOTO: Fifa.com
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 1x7 


Segredo Sucesso alemão é resultado de um trabalho envolvendo DFB e governo

A derrota inacreditável e, para muitos, inexplicável da seleção brasileira para a seleção alemã por 7 a 1 pelas semifinais da Copa do Mundo, tem uma explicação que vai além dos 90 minutos em que a bola rolou no Mineirão, em Belo Horizonte. O placar do jogo explica a diferença gigante que existe entre o futebol praticado e organizado nos dois países.

A partida todos sabem como foi. A seleção brasileira foi mal escalada por Felipão, que preferiu Bernard a mais um homem de meio-campo, entrou mal no jogo, deu campo ao adversário e levou uma surra histórica: a maior goleada sofrida pelo Brasil em todos os tempos, a maior goleada já vista em uma semifinal de Copa do Mundo e a maior derrota de um país-sede em todos os tempos - só para ficar em alguns dados indigestos.

Thomas Müller abriu o placar para a Alemanha, aos dez minutos de jogo, diante de um público superior a 58 mil pessoas. Aos 22, Klose ampliou e tornou-se o maior artilheiro da história das Copas com 16 gols, superando Ronaldo Fenômeno. Seis minutos após o segundo gol, a seleção de Joachim Löw já fazia 5 a 0 no Brasil. Kroos marcou dois, aos 24 e aos 26. Kedhira fez mais um, aos 28.

Na segunda etapa, ainda havia tempo para mais. Felipão mudou, ao colocar Ramires e Paulinho nos lugares de Hulk e Fernandinho, respectivamente. E, mais tarde, sacar Fred - vaiado e perseguido pela torcida brasileira - para colocar William. Mas a substituição que deu resultado foi a entrada de Schürlle no lugar de Klose. 

O atacante marcou das vezes, aos 24 e aos 33 minutos. Agora já não havia mais 58 mil pessoas no Mineirão, muitos brasileiros já haviam ido embora. Aos 45 minutos, Oscar recebeu a bola, invadiu a grande área, passou por Boateng e fez o gol de honra - se é que este termo pode ser utilizado - brasileiro. 7 a 1. 

Como dito no primeiro parágrafo deste texto, a derrota explica a diferença entre Brasil e Alemanha no futebol. Um abismo maior do que os seis gols de diferença no placar da partida de terça-feira. Mas é possível virar este jogo, mudar o time que está perdendo dentro e mais ainda fora de campo, com cartolas atrasados. E esse é o ponto. Mas do que bater nos jogadores, precisamos cobrar da cartolagem. 

A revista Superinteressante, da editora Abril, publicou um texto muito bom, em junho de 2013, com o título "Alemanha, o país do futebol". Nele, Guilherme Pavarin e Alexandre Verginassi mostravam a mudança de postura dos dirigentes de futebol alemão, após a queda da seleção do país na primeira fase na Eurocopa de 2000.

Um dos pontos interessantes do texto é uma frase dita por Paul Breitner, em entrevista ao canal ESPN Brasil. "Estávamos pensando exatamente como vocês brasileiros pensam hoje: que não precisamos aprender nada. E fomos jogando cada vez pior, pior e pior". A frase dói da mesma forma que doeria um oitavo gol alemão - não marcado porque eles não quiseram -, porque representa a verdade.

Enquanto acharmos que somos o país do futebol, que somos melhores em tudo, nada será feito. Enquanto outros evoluem, a gente parou no tempo. E isso não é oportunismo barato pela derrota de ontem. É a verdade. O péssimo momento não apaga o pentacampeonato, nem todas as outras conquistas brasileiras. Mas certamente não ajudará a bordar uma sexta estrela.

A Alemanha se preparou, traçou planos, investiu US$ 1 bilhão em 12 anos com a construção de centros de treinamentos e academias para jovens e hoje colhe o resultado da parceria existente entre governo e a Associação Alemã de Futebol [DFB]. O Brasil não se prepara e acredita que continua sendo o que já foi.

Não somos mais a potência futebolística que um dia fomos. E, para voltarmos a fazer dentro de campo tudo que já fizemos, teremos que ser fora dele o que nunca conseguimos ser: organizados, sérios e engajados. Sim, sempre tivemos, com raras exceções, uma cartolagem que leva com a barriga - e para o bolso - e que acredita em resultado sem trabalho.

É a hora de mudar o futebol atual e um longo histórico. Precisamos renovar do presidente da CBF ao centroavante. 

Melhor jogador em campo eleito pela Fifa: Kross [Meia - Alemanha]



Escrito por Diogo Marcondes às 01h10
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História com H maiúsculo

09/07 - Vigésimo oitavo dia de Mundial

17h

Holanda  x  Argentina

Cidade: São Paulo [SP]
Estádio: Arena de São Paulo
Capacidade: 58.170 para esta partida
Árbitro: Cuneyt Cakir [Turquia]
Assistente: Bahattin Duran e Tarik Ongun [Turquia]

Argentina e Holanda decidiram a Copa do Mundo de 1978, disputada na casa da seleção sul-americana. Esta foi uma das três derrotas da Holanda em finais de Mundiais. Na história do confronto, argentinos e holandeses se enfrentaram oito vezes. A seleção europeia leva a melhor, com quatro vitórias.

Na Arena de São Paulo, uma nova página desta história será escrita. A Holanda sonha com mais uma final e o primeiro título. A Argentina sonha em avançar para tornar o duelo contra a Alemanha o mais visto em finais. As duas seleções decidiram a Copa do Mundo de 1986 e 1990, com uma vitória para cada.  

 - O confronto -

[Holanda] 4 Vitórias [13 gols]

[Argentina] 1 Vitória [6 gols]

3 Empates

- De olho -

Robben [Brasil] -  A Holanda gosta de jogar no contra-ataque. Caso a Argentina caia nessa armadilha, Robben terá sucesso pra cima da lenta defesa argentina.

Lionel Messi [Argentina] - Ele é o cara da Argentina. O jogador que pode definir a partida e a classificação da seleção comandada Alejandro Sabella em um só lance, como fez contra a Suíça. 

- Na TV -
Globo, Band, Foxsports, ESPN Brasil, Sportv e Bandsports



Escrito por Diogo Marcondes às 00h01
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História com H maiúsculo

08/07 - Vigésimo sétimo dia de Mundial

17h

Brasil  x  Alemanha

Cidade: Belo Horizonte [MG]
Estádio: Mineirão
Capacidade: 58.170 para esta partida
Árbitro: Marco Rodriguez [México]
Assistentes: Marvin Torrentera e Marcos Quintero [México]

Nas 12 edições de Copas do Mundo disputadas entre 1954, na Suíça, e 1998, na França, Brasil ou Alemanha só não estiveram presentes na final de 1978, quando Argentina e Holanda decidiram o título. No período de 44 anos, a seleção brasileira chegou a cinco finais, uma a menos que a Alemanha. Em 2002, no Mundial da Coreia e do Japão, as duas seleções decidiram o título - o Brasil levou a melhor ao vencer por 2 a 0. 

Isto significa que ao olhar para a lista dos finalistas de todas as Copas do Mundo desde 1930, você vai ver o nome de Brasil e Alemanha 14 vezes, em 13 finais diferentes - já incluindo a final que uma das duas seleções jogará no próximo 13 de julho. Além disso - ou incluso em tudo isso - está o fato de alemães [1982, 1986 e 1990] e brasileiros [1994, 1998 e 2002] terem jogado três finais seguidas de Copa do Mundo, cada um.

O resumo de toda a história é que quando o pentacampeão do mundo Brasil e a tricampeã Alemanha entrarem em campo no Mineirão, em Belo Horizonte, para decidir uma vaga na final, toda esta história será esquecida por 90 ou 120 minutos. O que valerá enquanto a bola rolar será o jogo em disputa. A única final que importará será a do dia 13 de julho. 

A equipe de Joachim Löw deve ser a mesma que começou a partida das quartas de final diante da França. Felipão deve optar pelo 4-3-2-1, com Luiz Gustavo no lugar de Neymar, formando o "três" do esquema tático com Paulinho e Fernandinho.

Tática e técnica importam. Mas em uma partida como esta coração, garra, raça e determinação [quantos clichês] importam ainda mais. Será uma partida épica. 

Todas as finais de Copa [Campeões à esquerda]

1930 - Uruguai x Argentina

1934 - Itália x Tchecoslováquia

1938 - Itália x Hungria

1950 - Houve quadrangular final

1954 - Alemanha x Hungria

1958 - Brasil x Suécia

1962 - Brasil x Tchecoslováquia

1966 - Alemanha x Inglaterra

1970 - Brasil x Itália

1974 - Alemanha x Holanda

1978 - Argentina x Holanda

1982 - Itália x Alemanha

1986 - Argentina x Alemanha

1990 - Alemanha x Argentina

1994 - Brasil x Itália

1998 - França x Brasil

2002 - Brasil x Alemanha

2006 - Itália x França

2010 - Espanha x Holanda

 - O confronto -

 12 Vitórias [39 gols]

 4 Vitória [24 gols]

5 Empates

- Números das seleções na Copa-2014 -

Brasil x Alemanha

10 Gols marcados 10

4 Gols sofridos 3

82 Chutes a gol 74

54 Chutes certos 52

2471 Passes 3577

1816 [73%] Passes certos 2938 [82%]

- De olho -

Oscar [Brasil] -  Caso Felipão opte pelo esquema 4-3-2-1, com Luiz Gustavo, Paulinho e Fernandinho na linha de três, e à frente deles Hulk e Oscar, o camisa 11 brasileiro terá a liberdade que ainda não teve nesta Copa do Mundo - já que ele volta para marcar. Sem esta obrigação, vamos ver como ele reagirá diante da marcação alemã e qual será seu papel ofensivo no time.

Phillip Lahm [Alemanha] - Joachim Löw comprou briga com a impresna e torcida alemãs ao escalar Lahm no meio-campo e não na lateral, onde é o melhor do mundo na posição. O treinador parece ter voltado atrás em sua ideia e devolveu Lahm à sua posição de origem. O jogador de 30 anos, que atua no Bayern de Munique, é quem mais dá passes nesta Copa do Mundo: 471, com índice de acerto na casa dos 87%.

- Na TV -
Globo, Band, Foxsports, ESPN Brasil, Sportv e Bandsports



Escrito por Diogo Marcondes às 01h46
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Krul sai do banco
e defende dois pênaltis

Por Diogo Marcondes

Holanda  0[4]x[3]0  Costa Rica

Na Fonte Nova, em Salvador, a seleção holandesa venceu a Costa Rica por 4 a 3, nos pênaltis, e está nas semifinais da Copa do Mundo. A adversária será a Argentina. O jogo está marcado para quarta-feira [9], às 17h, na Arena de São Paulo. A Costa Rica volta para casa com a certeza de que sua missão foi bem cumprida neste Mundial.

No palco onde a Holanda aplicou surpreendentes 5 a 1 na Espanha em 90 minutos, na partida de estreia na Copa do Mundo, a seleção comandada por Louis van Gaal não conseguiu fazer nenhum na inacreditável Costa Rica em 120, no jogo de quartas de final. Foram 64% de posse de bola contra 36% da seleção caribenha, 15 chutes certos ante três do adversário, três bolas na trave, mas a decisão ficou mesmo para as penalidades.

O goleiro costarriquenho Navas, novamente, foi muito bem e, a menos que os goleiros dos semifinalistas e posteriormente finalistas vão muito bem, deve ser apontado como o melhor goleiro desta Copa. Mas em relação aos goleiros, o que chamou a atenção no último duelo válido pelas quartas de final foi a substituição feita por Van Gaal.

No último minuto da prorrogação, o treinador holandês sacou o goleiro titular Cillessen e colocou Krul em seu lugar. A decisão, óbvia e que se mostrou acertada, tinha como objetivo colocar em campo um goleiro mais bem preparado para a disputa por pênaltis. O camisa 23 defendeu duas cobranças e garantiu a Holanda na semifinal.   

A série foi aberta por Borges,que fez 1 a 0 Costa Rica. Van Persie deixou tudo igual. Bryan Ruiz chutou e Krul defendeu. Robben colocou a Holanda na frente: 2 a 1. Gonzalez converteu. Sneijder também. Bolaños fez o terceiro da Costa Rica. Kuyt fez o quarto holandês. Na quinta cobrança costarriquenha, Umaña cobrou e Krul defendeu. A Holanda ainda tinha uma cobrança, mas nem foi necessário. 4 a 3 para a seleção holandesa. Fim de jogo.

Os pênaltis:

Borges - Gol
Van Persie - Gol
Bryan Ruiz - Perdeu [Defendido]
Robben - Gol
Gonzalez - Gol
Sneijder - Gol
Bolaños - Gol
Kuyt - Gol
Umaña - Perdeu [Defendido]

Melhor jogador em campo eleito pela Fifa: Navas [Goleiro - Costa Rica]



Escrito por Diogo Marcondes às 03h08
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Saudades da
semifinal

Por Diogo Marcondes

Argentina  1x0  Bélgica

A Argentina está de volta às semifinais da Copa do Mundo depois de 24 anos. A última vez que a seleção bicampeã do mundo chegou a esta fase foi no Mundial de 1990, disputado na Itália - posteriormente, perdeu a decisão para a Alemanha. A classificação foi garantida com uma vitória por 1 a 0 sobre a Bélgica no Mané Garrincha, no Distrito Federal. O gol do jogo foi marcado por Higuaín, o primeiro dele na competição, aos sete minutos do primeiro tempo.

A seleção comandada por Alejandro Sabella aguarda o resultado de Holanda x Costa Rica, que jogam daqui a pouco na Fonte Nova, em Salvador, para saber quem enfrentará na semifinal. O jogo está marcado para quarta-feira [9], às 17h, na Arena de São Paulo. 

No duelo contra os belgas, os argentinos não foram brilhantes, mas fizeram uma partida tranquila. Se não levaram muito perigo ao gol de Courtois, sofreram menos ainda com as investidas do ataque da Bélgica. A seleção sul-americana soube controlar o adversário e o jogo depois de ter aberto o placar logo no início da partida. 

Talvez tenha faltado experiência à Bélgica de Marc Wilmots, que volta para casa com a certeza de que pode fazer melhor na Eurocopa-2016 e no próximo Mundial, em 2018. Courtois [22], Fellaini [26], Witsel [25], De Bruyne [23], Hazard [23] e Lukaku [21] são jovens e devem continuar na seleção para as próximas competições. 

Melhor jogador em campo eleito pela Fifa: Higuaín [Atacante - Argentina]



Escrito por Diogo Marcondes às 16h22
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Em busca de uma semifinal

05/07 - Vigésimo quarto dia de Mundial

13h

Holanda  x  Costa Rica

Cidade: Salvador [BA]
Estádio: Fonte Nova
Capacidade: 51.900 para esta partida
Árbitro: Ravshan Irmatov [Uzbequistão]
Assistentes: Abduxamidullo Rasulov [Uzbequistão] e Bakhadyr Kochkarov [Cazaquistão]

Havia quase a certeza de que a Holanda se classificaria no grupo B, o mesmo de Espanha, Chile e Austrália. Mas ninguém esperava que os holandeses estreassem goleando a atual campeã do mundo Espanha por 5 a 1 - no mesmo palco em que enfrenta a Costa Rica às 17h. A Holanda avançou à segunda fase com 100% de aproveitamento.

No grupo D, havia Uruguai [bicampeão do mundo], Itália [tetracampeã do mundo], Inglaterra [campeã do mundo] e Costa Rica. Ninguém apostava na seleção caribenha. Para muitos - ou todos -, os costarriquenhos passeariam no Brasil, fariam três jogos e voltariam para casa. Mas eles vieram, venceram e avançara às oitavas de final na primeira posição do grupo.

Depois de jogar contra a Grécia com certo status de favorita, a Costa Rica de Navas, Bryan Ruiz e Campbell e sem o zagueiro Duarte, expulso na partida contra os gregos, volta a ser zebra diante da Holanda de Robben, Van Persie e Sneijder.   

 - O confronto -

Nunca se enfrentaram

- De olho -

Robben [Holanda] -  "Psicologicamente eu me sinto muito bem e fisicamente eu me sinto bem forte. Estou conseguindo jogar meu futebol e fico muito feliz de que posso ajudar a equipe." As palavras do jogador em entrevista ao site da Fifa mostram o quanto ele está confiante nesta Copa do Mundo. Tem jogado bem e é peça fundamental no esquema holandês.

Navas [Costa Rica] - O goleiro Navas tem sido um dos destaques da seleção costarriquenha neste Mundial. Nas oitavas de final, contra a Grécia, ele fechou o gol após o empate grego, evitando a virada, e ainda defendeu um pênalti, garantindo a Costa Rica nas quartas de final. Diante de um ataque que já marcou 12 gols e é o melhor da Copa, o camisa 1 da seleção caribenha deve ter trabalho. 

- Na TV -
Globo, Band, Foxsports, ESPN Brasil, Sportv e Bandsports



Escrito por Diogo Marcondes às 15h54
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